Há um tempo, surgiu a notícia de que haveria um novo festival de Woodstock, aqui no Brasil. E que essa histeria juvenil aconteceria em Itu, pertinho aqui da grande São Paulo, com tudo o que um festival desse porte promete: lama, bandas boas, algumas nem tanto e caos, entre outras coisas. Como bom cético que sou, só acreditei na notícia quando foi oficializada, com as bandas começando a confirmar presença em seus sites oficiais. E então apareceu o nome, SWU, com aquela velha promessa de ser um festival de rock que iria salvar o mundo.
Comecei a considerar a possibilidade de me aventurar nesse caos (considerando que só poderia comparecer em um dos três dias do evento por questões financeiras), com uma dúvida enorme referente à qual dia escolher, afinal, dia após dia, bandas das quais sempre quis ver show eram confirmadas e, após muito escolher, acabei decidindo pelo dia 10 de outubro. Veria Sublime, que apesar de não contar com o vocalista original, seria um acontecimento histórico para a minha pessoa e a namorada veria Kings of Leon, ficando todos felizes e realizados por fazerem parte de um acontecimento histórico.
Na semana do festival, porém, alguns contratempos começaram a acontecer. Dúvidas sobre como chegar e principalmente, como voltar do local do evento começaram a aparecer em nossas cabeças e para encerrar com chave de ouro a sorte grande deste que vos fala, na quarta feira, a três dias do evento, pequenas feridas começaram a aparecer pelo meu corpo. Primeiramente, achamos que era apenas uma alergia a um medicamento que havia tomado no dia anterior, porém as feridas aumentaram assustadoramente durante o dia e quinta-feira, a confirmação do que temíamos. Faltando dois dias para o começo da festa, eu estava com catapora. Isso mesmo, aquela doença que a gente pega quando é criança e tem que ficar dentro de uma bacia com aquela água roxa e etc.
Guardei comigo toda a raiva que estava sentindo por estar prestes a perder este acontecimento histórico, me certifiquei de que a namorada iria, para que pelo menos, o prejuízo fosse menor e ela pudesse me contar com todos os detalhes como foi a epopéia sustentável do interior paulista e então, fiquei aqui. Acompanhando pela internet, com a sensação da mais triste impotência em ter que se contentar com a cobertura das organizações Globo, que inclusive, no ponto alto de todo o festival, o show apoteótico do Rage Against the Machine, fizeram o favor de cortar a transmissão do canal Multishow, alegando que após todo o tumulto ocorrido pela invasão da área vip, não havia segurança garantida para seus profissionais e seus equipamentos. Eu continuo preferindo a teoria conspiratória de que cortaram por causa do boné do MST do Tom Morello ou com medo de dar alguma merda gigantesca e estarem transmitindo ao vivo, mas para consolo, sempre temos o glorioso Youtube...
Mas, resumindo, é incrível o azar que acompanha minha vida. Por vezes sinto como se o universo todo existisse com apenas um único propósito, o de conspirar contra a minha felicidade. Tomara que eu esteja errado, mas juro... Ando precisando que me provem o contrário.


2 comentários:
Que mentira!!! Nem era gente que tava filmando o show, eram umas cameras gigantes que rodavam 360 graus operadas eletronicamente!!! Eles cortaram o show porque a equipe técnica era tao lixo que o som parou de funcionar 2 vezes.
"Por vezes sinto como se o universo todo existisse com apenas um único propósito, o de conspirar contra a minha felicidade."
Parece que você tirou essa frase do meu cérebro!! siuaHsiAHS Hey, catapora? Agora então você nem pode sonhar em chegar perto do pequeno Ian né? Melhoras meu rapaz!
E mês que vem será o melhor de todo o ano!!
beijo
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