quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

dois mil e dez


Desde 2006, todo final de ano, costumo fazer um balanço de como foi o ano que passou e o que espero pro próximo (como pode ser visto aqui).
Dois mil e dez eu já sabia que seria um ano inesquecível, afinal, meu filho estava previsto pra nascer em fevereiro, o que realmente aconteceu, exatamente como previu o grande Dr. Fabio no primeiro pré-natal do ainda grãozinho, que hoje, se transformou nessa bela criança:


Não tenho palavras pra descrever nada sobre este neném. E, além dele ter feito meu 2010 inesquecível, devo lembrar que estava desempregado quando ele nasceu. Tinha acabado de sair de uma experiência não muito boa trabalhando num hospital enorme, que inclusive, me proporcionou uma emoção horrível logo no primeiro dia do ano (um assaltante, aditivado pela noite de reveillon regada a uísque e cocaína me ameaçou de morte) e, sem perspectiva de arrumar um emprego na minha área, estava rendido ao destino, até que uma amiga me levou ao escritório de arquitetura em que ela trabalhava, me apresentando assim, um mundo novo, cheio de esperanças e novas perspectivas.
Lá, fiz novos amigos, comecei a namorar, me estabilizei financeiramente e finalmente aprendi muitas, muitas coisas, que sinceramente, achei que nunca aprenderia. Aprendi a valorizar a quem se ama, ao que se ama, ao que se acredita e a acreditar no que existe. Incrível como quando a verdade parte sincera de dentro da gente ela é mais difícil de ser vista pelas outras pessoas e como a mentira é tão mais bem aceita. Este com certeza é um dos vários problemas da humanidade.
Tudo isso fez de 2010 um ano inesquecível. Sem metas para 2011, porque já sei que vou superá-las e que vai ser tudo muito chato no final das contas (ou não, ai que tá a graça).
Agradeço por ser mais eu mesmo (todo ano acabo sendo um pouco mais do que o anterior, até conseguir a plenitude do meu eu). Só.

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