segunda-feira, 15 de julho de 2013

six feet under the stars

dia desses vai fazer um ano que não te vejo. pra ser sincero eu não tenho certeza, pois já estávamos distantes e muita coisa estava acontecendo também em minha vida, então, passo longe de conseguir ser preciso em afirmar realmente a quanto tempo não nos vemos.
fato é que faz tempo, bastante tempo. nesse quase um ano, ou pouco mais de um ano, aconteceu tanta coisa, mas tanta coisa, que se eu começar a te contar por aqui eu com certeza vou esquecer de muitas. tive notícias de que amigos nossos (ou nem tão amigos assim) encontraram você por aí, casualmente, em um metrô, em um ponto de ônibus, num shopping ou até em um protesto, veja só! quando isso acontece, parece que sempre fazem questão de me contar em detalhes como você está, sua aparência, se parecia feliz, tranquila, essas coisas. eu não faço questão nenhuma em saber disso, de verdade. e fico as vezes meio bravo em ver que as pessoas ainda não perceberam isso. e eu não faço questão por um simples motivo, prefiro não saber do que acontece, se está bem, se está feliz, se está conseguindo se virar, porque prefiro imaginar e acreditar que sim, está tudo bem, você está super feliz e conseguindo se virar maravilhosamente bem. assim, tudo fica mais fácil e sua lembrança, menos dolorosa.
você tem perdido tantos shows, tantas reuniões sem motivos, tantas conversas sobre a vida, sobre música, sobre política... imagino que já tenha notado, mas você não faz ideia de como estamos mais controlados. não vamos mais para a balada tanto quanto íamos dois anos atrás e quando vamos, costumamos voltar cedo, de carro mesmo, sem precisar do 493 pra nos levar até em casa. agora preferimos nos juntar em algum lugar, comprar algumas coisas (inclusive, as vezes chegamos ao cúmulo de ter mais comida que bebida) e pronto. não temos mais também o nosso espeto, mas isso você deve estar lembrada né? ele já estava fechando quando você ainda estava aqui... isso nos fez encontrar outro lugar para o nosso passatempo favorito, mas esse também não vai durar muito já que a UFABC tá ficando pronta e com isso seremos desepejados novamente e mais um milhão de coisas vão acontecer (como já tem acontecido), aí conheceremos novas pessoas, novos lugares e mais um ciclo vai começar e acabar e assim, sucessivamente, como é a vida.
você não faz ideia da falta que faz por aqui. tenho certeza que se pergunta isso, se lembramos de você, se sentimos sua falta, se gostaríamos que as coisas tivessem caminhado de uma maneira diferente, etc...
é impressionante, mas invariavelmente alguém lembra de você, o que costumava fazer em alguma situação, alguma coisa que gostava de comer, algo que costumava falar, seus trejeitos, suas manias, suas músicas... por falar nisso, nunca mais ouvi all time low, sabia? não me faz muito bem, o vini tá de prova. já evitei músicas específicas por causa de alguma ex, mas o que acontece comigo quando toca essa aqui ó https://www.youtube.com/watch?v=6O1SNe-1wXI é algo sem explicação. prefiro evitar.
eu não sei o que é ter um irmão (os meus não contam, tive pouquíssimo contato com eles) e não sei qual o sentimento que existe em relação a um, mas tenho certeza que é algo próximo ao que sinto por você.
enfim, você apareceu na minha vida em uma época de pura descrença e desapego com a vida, onde eu precisava muito de uma pessoa exatamente como você é e, no fundo eu sei que o que você está fazendo agora é algo parecido com o que fez em minha vida, para uma outra pessoa. eu só precisava de um empurrãozinho pra acordar pra vida, e você conseguiu. mas agora, parece que você vai precisar de muito mais força. não vai ser um empurrãozinho que vai resolver tudo, mas acho que você já percebeu né?
do fundo do meu coração, por mais que eu saiba que isso é difícil, espero que você esteja e seja muito feliz, do modo que quiser, onde quiser e com quem quiser. te digo mais uma vez, estarei sempre aqui e torço pro dia que você volte correndo pra gente dar risada disso tudo e relembrar quantas coisas boas já vivemos, quantas tardes a toa, quantos apuros em caminhos desconhecidos, quantos shows perdidos por aí, quantas viagens físicas e principalmente metafísicas e quantas risadas já demos simplesmente por estarmos em pleno contato com a felicidade, lembra dela?
lembra do dia do ibirapuera, que a gente achou que não íamos conseguir sair de lá? nunca dei tanta risada quanto aquele dia e olha, vai ser difícil chegar perto. e você, se lembra da última vez que riu até achar que ia enlouquecer?


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