sexta-feira, 30 de outubro de 2009

zina, brilha muito na cadeia



Não vou falar sobre a exploração a qual o pobre corinthiano vem sendo exposto desde que o Pânico na TV o descobriu, nem sobre ele claramente ter problemas psicológicos e nunca ninguém ter se interessado por isso, só vou comentar mesmo sobre o brinquedo dele que vai ser lançado para o próximo natal:
Achei a imagem no orkut, só pra deixar claro que esse jogo não existe, embora esses dias até tenha saído na mídia algumas notícias sobre crianças que embalavam pó de giz pra brincar, mas enfim... A sociedade é tão surpreendente, que nada mais surpreende.
Faz sentido essa última frase, não? Assim como a sociedade.

sábado, 10 de outubro de 2009

o que me faz bem

Eu gosto é do que faz mal, sempre foi assim, nunca vai mudar.
Seja tendência, questão de berço, de criação, de seja lá o que for. Gosto do risco, do imoral, do irresponsável, do ilegal, do irracional, do impossível, do intenso, do impulso, de crises e dramas.
Discussões, filosofias vãs, e tudo o que a maioria procura evitar, eu pareço atrair.
Eu gosto é do que me faz bem, mesmo quando o que me faz bem, é o mal.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

all apologies

Quando eu entrei na vida do rock pra valer, com meus 12/13 anos eu adorava Nirvana, tinha camiseta (aquela preta com o smile, clássica) e tudo o mais, e como todo bom fã de Kurt e cia, odiava quando alguém criticava a banda. Com 17, comecei a trabalhar com música e devo admitir que, influenciado pelas pessoas que trabalhavam comigo, comecei a olhar a banda com outros olhos, crendo que o hype em cima deles (de 1991 até sempre) é excessivo.
A banda não é tudo isso. Sim, eles marcaram uma geração, influenciaram praticamente todo mundo que veio depois, lançaram moda, tudo o que uma revolução musica é capaz de provocar, eles provocaram, mas cheguei a conclusão de que talvez eles não merecessem todo aquele hype.
As letras não são as mais poéticas e muito menos as melodias são as mais trabalhadas e então, com um senso crítico mais apurado pelo emprego (e pela faculdade, que na época estava no começo), fui abandonando a banda, até não suportar mais ouvir.
Então me deparei com esse vídeo:

Eu Serei a Hiena - Nirvana Acústico from popo on Vimeo.



Trata-se de um cover, claro. A banda que está tocando All Apologies, do cd In Utero, é o Eu Serei a Hiena, que acredito eu, dispensa apresentações para as poucas pessoas que podem vir a ler esse texto. Me emocionei com esse cover, e fui correndo baixar o cd In Utero (último de estúdio do Nirvana) e o Unplugged, que são os dois melhores cd's da banda na minha opinião e após ouvir eles a tarde toda, me lembrei da minha adolescência, da rebeldia sem causa, enfim, do que me fez gostar de Nirvana. Mantenho minha opinião, acredito realmente que eles receberam um hype excessivo, acho que Foo Fighters é bem melhor e acho também que esse cover ficou melhor do que a versão original, mas devo admitir que esses dois cd's são duas obras primas pra qualquer pessoa que goste de rock.

E me peguei pensando como a gente é mutável não é mesmo? Como em um certo momento de nossas vidas gostamos de algumas coisas e em outros a gente fica lembrando como pôde gostar de algo tão escroto... Posso citar bandas e bandas que cheguei a idolatrar durante minha pequena existência e que hoje mal suporto ouvir duas músicas. Mas penso eu que isso faz parte da evolução normal do ser humano, afinal, crescemos, desenvolvemos outros interesses e enfim... A rebeldia sem causa vai ficando pra trás, mas ainda conseguimos resgatar um pouco daquela essência do passado, que querendo ou não é parte do que somos no presente. Como aconteceu hoje comigo.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

o gatilho do capitalismo

Hoje, cheguei a uma conclusão com meus amigos @barbiecandance e @leocosta.



Vai me dizer que esse barulho não soa como um gatilho do capitalismo?

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

eu sei o que vocês fizeram no filme de terror passado

Segunda, escrevi isso no twitter:


O filme em questão é "Pacto Secreto", que estreia hoje no circuito nacional da sétima arte. De acordo com a resenha do Uol Cinema, nem precisei assistir o filme pra ter razão... Deixo aqui minha parte favorita da análise feita:

"Além da história fraca, 'Pacto Secreto' ainda tem um outro problema: não decide se quer seguir o caminho do suspense ou da comédia, ao juntar trilha angustiante em excesso e algum sangue a comentários sarcásticos e escatologias recorrentes. Não faz bem nem um, nem outro. É previsível e não sustenta a tensão do espectador mais adulto. Tem, no entanto, um único bom momento - aquele em que Megan realmente morre. Só que a sequência dura alguns poucos minutos e o resto é puro tédio."

Vou continuar assistindo Telecine por enquanto...

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

minha cidade e suas peculiaridades

Eu tenho muito orgulho da minha cidade, e sempre tive. Questão de berço mesmo, nasci, fui criado aqui e posso dizer que conheço praticamente a cidade toda, sem se perder em talvez bairro nenhum.



Acho fascinante alguns aspectos de sua história, como por exemplo, a cidade ter sido fundada em abril de 1553, quase um ano antes da própria capital do estado. Também acho incrível João Ramalho, o fundador de minha querida cidade ter chegado aqui antes de outros portugueses, ter se adaptado a vida dos índigenas que aqui vivam, inclusive casando logo com a filha do cacique Tibiriça, o manda-chuva da tribo e ter sido intermediário entre os índios, os jesuítas e os colonizadores que chegaram junto com a turma de Martim Afonso de Souza.

Depois de muito tempo, a cidade ficou conhecida, bem como toda a região do Grande ABC, por sua vocação metalúrgica, com indústrias em cada esquina e empregos para tudo quanto é lado. Isso, até a década de 90, quando as empresas foram embora para o interior em troca de impostos mais baixos, deixando no ABC um rastro de desemprego, que foi parcialmente remediado pelo comércio, que pode-se dizer, é o combustível da economia andreense nos dias atuais e agora, com o boom imobiliário, o que mais se vê são grandes condominios de alto padrão, que cada vez mais impulsionam a economia de minha querida cidade.

Temos o Esporte Clube Santo André, que atualmente disputa a primeira divisão do Campeonato Brasileiro, e tá certo que o time está meio mal das pernas esse ano, mas em 2004, foi campeão da Copa do Brasil, em cima do Flamengo, o que possibilitou uma melhoria na estrutura do clube e um investimento, ainda que tímido, nos esportes da cidade.

Se me perguntarem, respondo que Santo André é uma boa cidade pra viver, apesar de ainda ter muito o que melhorar, mas o que realmente me intriga é que minha cidade fica conhecida apenas por tragédias. Primeiro (que eu me lembre), a morte do prefeito Celso Daniel, assassinado brutalmente sob circunstâncias obscuras em janeiro de 2002. Depois, o sequestro das jovens Eloá e Nayara, que como todos sabem, acabou de uma forma trágica. E ontem, ventos fortes formaram um mini-tornado que destelhou casas e uma escola além de derrubar árvores em diversos pontos da cidade. Hoje, quando tudo parecia tranquilo, uma explosão em uma fábrica de fogos clandestina devastou praticamente um quarteirão inteiro.

Acho que isso é zica! Não sei o que acontece com esse município, mas desse jeito, vou ficar com medo de sair de casa. Bem capaz de eu virar manchete qualquer dia desses, com direito a uma cobertura sensacionalista e informações desencontradas, como é bem praxe dos programas brasileiros nessa situação.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Golpe de Estado em Honduras III - a relação com a américa latina

Com o retorno de Manuel Zelaya a Honduras e seu refúgio na embaixada brasileira, a pergunta que fica é o que temos a ver com isso e qual a relação do que ocorre em Honduras com os demais países da América Latina.

A relação que pode ser estabelecida entre o golpe de estado ocorrido em Honduras e os demais países do continente americano é que como já foi visto em quase todos os países das Américas Central e do Sul, há uma obscura ligação entre governos de centro esquerda, uma classe oligárquica de direita dominante e a intromissão dos EUA em busca da ‘democracia’ em tais países, como visto em casos como o do governo de Salvador Allende no Chile, do governo de Jânio Quadros no Brasil e do governo de Hugo Chavez na Venezuela, embora com suas claras diferenças, já que Hugo Chavez cada vez mais faz questão de se tornar um líder populista e ameaçador aos vizinhos, como por exemplo, no caso da compra de mísseis ocorrida recentemente e seu pronunciamento sobre a aquisição governamental.

Há uma certa suspeita de que o golpe em Honduras teve influência norte-americana, como costuma ser normal nessas ocasiões. O que diferencia essa suspeita de outras intromissões ianques que já são certezas (Irã, Iraque, Afeganistão) é a posição que o governo americano tomou diante da situação. Primeiramente, o presidente Obama condenou o golpe, dizendo que exigia o retorno de Zelaya imediatamente ao posto, como também foi dito por todos que tomaram partido na crise, mas no entanto, surgiram informações de que a embaixada americana não só tinha ciência dos planos de golpe, como colaboraram para tal situação. Obama não chegou a voltar atrás, apesar de sua secretária de estado Hllary Clinton ter dado declarações em que parecia que os EUA haviam mudado de opinião sobre Honduras.

O motivo dessa 'indecisão' americana é que seu império está claramente em declínio, com a crise econômica e a interminável luta pela "liberdade" iraquiana, os Estados Unidos tem hoje, mais motivos internos para se preocupar, o que deixa de lado seu próprio interesse em outras nações, já que o próprio império deles já não é tão forte como outrora.

Como consequencia da história, o que se vê atualmente na América Latina são governos cada vez mais independentes, que sim, amedrontam a direita americana, mas por outro lado, com a eleição de Barack Obama, e seus problemas internos (que não são poucos), podem fazer ressurgir grupos de direita em países como Nicarágua, El Salvador, entre outros, que com apoio de suas respectivas embaixadas americanas podem ‘forjar’ novos golpes, obrigando o governo estadunidense a uma opinião e uma decisão sobre o caso, embora essa decisão cada vez mais seja inaceitável por parte da população, já que nos dias atuais, tais golpes só se dariam com a ajuda e presença militar americana, haja visto que não há mais espaço para isso, pois após o século passado e suas respectivas revoluções e similares (Bolivariana, Cubana e Diretas Já), o povo sul-americano tem aprendido a lição de que ninguém melhor do que nós mesmos para controlar e decidir o que acontece em nossos países.

O Brasil lutou durante mais de 20 anos para acabar com uma ditadura militar que se instalou exatamente com a mesma desculpa de combater idéias de 'esquerda', mas se apoiou em torturas e decisões erradas sobre o país, que acabaram por jogar o país em uma moratória absurda no começo da década de 90. Honduras tem o direito de escapar desse mesmo destino.
Não se trata de esquerda ou direita e sim, de democracia.